domingo, 22 de abril de 2018

Encantos do Sul: São Ludgero - Morro da Cruz

Oi, gente.

Nem contei sobre meu mais novo (até mês que vem) lar, a pequena cidade de São Ludgero.

Estou morando aqui desde fevereiro e até que tenho passeado um pouco. É uma cidade pequena, mas bem bonitinha e tem (quase) tudo que a gente precisa. Tem mercado, muitas lojinhas de roupas e sapatos (onde já gastei um pouco do meu salário hehe), e muitas e muitas sorveterias. A vida aqui é pacata, e apesar de ainda reclamar o tempo todo do fato de tudo fechar muito cedo, eu estou gostando da experiência.

Enfim, hoje eu vim falar um pouco dos meus rolês turísticos pela região. Acontece que São Ludgero se localiza numa região chamada Encantos do Sul, que é composta por 32 municípios do Sul de Santa Catarina, e é tudo bem pertinho e dá para fazer uns passeios muitos legais, bonitos e até mesmo radicais.

O meu primeiro passeio foi por aqui mesmo, não muito longe de casa. Fui com uns amigos para o Morro da Cruz. Nós fomos a pé desde o meu prédio, andamos, subimos e descemos morros, até que finalmente chegamos nos degraus que nos levam até a cruz. Isso tudo de madrugada, para que pudéssemos apreciar o nascer do sol lá de cima. No fim das contas acabamos chegando cedo demais.

Morro da Cruz às 4h da manhã

Após duas horas de conversas e piadinhas ruins da internet e uma intensa luta contra o sono, o céu começou a clarear, e aí toda a caminhada e todos os degraus começaram a valer ainda mais a pena, como vocês podem ver abaixo.

Morro da Cruz sobre as nuvens

Mas o momento mágico mesmo foi lá pelas 6h e alguma coisa, conforme o céu ia ficando cada vez mais e mais alaranjado e as fotos iam ficando mais e mais lindas. Foi até um pouco difícil de tirar foto no início, porque estou muito enferrujada, mas a paisagem ajudou bastante.

Melhor foto do rolê

To apaixonada por essa foto aí de cima. A vista é tudo isso mesmo. Lindona assim. Sem filtro.

Enfim, esse é o Morro da Cruz. Dá para subir de carro também, lá em cima tem um galpão para eventos e tudo. É um ponto turístico importante da região.

Dizem que dá pra ver várias cidades vizinhas e até a praia de Laguna, mas como estava muito cedo e com muitas nuvens não foi possível. Quem sabe eu ainda volto lá durante o dia, mas dessa vez de carro né.

Eu ia falar também de outro lugar que conheci por aqui, no município de São Martinho, além de um passeio maravilhoso com uma vista incrível dos morros que circundam a Serra do Rio do Rastro, mas vou deixar para o próximo post ;)

Beijinhos e até mais!

domingo, 4 de março de 2018

Foo Fighters em Curitiba 02/03/2018

Oi, gente.

Hoje eu vim contar para vocês sobre COMO O SHOW DO FOO FIGHTERS FOI DO CARALHO!!

Eu decidi que eu precisava muito postar sobre isso no blog porque foi uma noite tão tão tão incrível que eu não quero esquecer nenhum detalhe, então vou deixar aqui registradinho.

Eu cheguei às 18h e pouco na Pedreira, e às 18h30 começou o show da banda de abertura. Nesse momento eu tava comendo minhas batatinhas, para tentar sobreviver em pé até meia-noite, e também me ambientando para tentar descobrir um lugar estratégico para assistir aos shows (spoiler: eu não consegui). Eu estava na pista comum e eu sou uma pessoa baixinha, então não foi fácil, mas valeu a pena.

Às 19h30 entrou o Queens of The Stone Age. Eu não conhecia a banda antes, então ouvi algumas músicas uns dias antes do show mas fui bem poser mesmo, só reconheci umas três que eles tocaram (No One Knows, Little Sister e Go With the Flow).

Enfim, o show foi bom, mas vou direto ao ponto que no caso é o Foo Fighters, a atração principal da noite!

Às 21h30 o Dave Grohl entrou correndo pelo palco e começou a noite com Run. Uma das melhores músicas do Concrete and Gold, vamos combinar né.

Dave Grohl sendo incrível com sua guitarra azul maravilhosa. Fonte: Gazeta do Povo

Eles tocaram umas três músicas direto antes do Dave Grohl dar um oi pro público. Ele foi extremamente carismático e bem engraçado durante todo o show, um verdadeiro mestre de cerimônias, como eu li por aí. Ele perguntou se queríamos uma noite de rock n' roll, sendo seguido por enormes gritos do público. Brincou várias vezes sobre tocar todas as músicas da banda, ou sobre tocar até mandarem parar, o que todos concordamos, porque obviamente isso não iria acontecer. E ele também deixou bem claro que eles não fazem "esses showzinhos de duas horas" (eu não lembro a frase exata em inglês, mas vocês pegaram a ideia).

Um dos pontos altos, na minha opinião, foi The Pretender, mas isso é óbvio porque é minha música favorita. Eu achava que ela já era maravilhosa, aí 1) eu ouvi ao vivo, 2) teve um solo incrível de bateria no meio e 3) a lua cheia estava sensacional logo acima do palco.

Depois teve The Sky is a Neighborhood, e com o céu maravilhoso que estava em Curitiba, foi um momento muito foda. Teve uma hora que o Dave Grohl falou pra olharmos o céu e depois pediu pra ver as estrelas (ele se referia às lanternas de celular), não lembro em qual música foi, mas eu olhei o céu e não era só a lua que estava incrível, o céu estava lindamente estrelado como há muito tempo eu não via. Foi um toque especial a um show que não precisava de mais nada para ser perfeito!

Em Breakout foi um dos melhores momentos pra mim, eu pulei como nunca e cantei feito uma louca (novidade), foi incrível. A melhor parte de ter cabelo longo é ir num verdadeiro show de rock e dar uma de Dave Grohl hahaha (to morrendo de dor no pescoço).

Depois de Breakout teve a apresentação da banda, com solos de guitarra e covers de alguns clássicos. E por último o baterista cantando Under Pressure, do Queen, com direito a Grohl assumindo a bateria.

Pensa num baterista foda. Fonte: Foo Fighters Brasil

A "primeira parte" do show foi incrivelmente encerrada com Best of You, com coro do público e cartazes escrito "oh" para acompanhar a música (eu não sei quem distribuiu e eu não consegui pegar um, mas foi bem legal).

A banda deixou o palco para fazer aquele suspense clássico, mas ninguém se mexeu porque todos sabíamos que eles iriam voltar. E depois de alguns minutos de coro de "Foo Fighters Foo Fighters" e mais alguns "ohhh ohhh" no ritmo de Best of You, o Grohl apareceu, lá do backstage, no telão perguntando se queríamos mais uma música. Foi incrível porque ele fazia apenas sinais e caretas e a comunicação dele com o público ainda assim era sensacional, além de muito engraçada. Concordamos em mais uma música aí ele perguntou "SÓ uma?", seguido de um imenso não. Atrás dele apareceu o Taylor Hawkins (baterista), sugerindo que tocassem mais duas músicas, e depois mais três, e o Grohl fazendo graça com cara de "não fode, cara".

Depois de muitos gritos pedindo a volta da banda, os meninos voltaram para fechar a noite com chave de ouro. Dave Grohl disse que nunca ouviu tantos gritos de "Foo Fighters" como no Brasil.

Antes da última (e uma das mais esperadas) música, Grohl falou que nunca veio para Curitiba, que gostou e que ao invés de dizer goodbye, poderia dizer see you soon, ou poderia dizer... e aí ele começou Everlong, uma das minhas favoritas, a música que eu esperei o show inteiro, e que eu sabia que não ia me decepcionar.

Uma coisa legal também foi o Dave Grohl brincando e chamando o público de motherfuckers diversas vezes, e depois deixando claro que ele só chama assim as pessoas que ele gosta. Como eu li nesta reportagem, de fato foi um show em que a banda fez o público se sentir valorizado. Teve muita interação, piadas, caretas, gritos, e a sintonia do público cantando junto também foi incrível. Eu estou ficando sem palavras, gente, porque já usei incrível, maravilhoso, sensacional, foda, mas é que foi um tesão mesmo! (Nada como se expressar de uma forma bem curitibana)

Depois disso tudo, a pergunta que fica é If everything could ever feel this real forever, if anything could ever be this good again.

THANK YOU, MOTHERFUCKERS!

terça-feira, 9 de janeiro de 2018

We Made These Memories For Ourselves

This is just me thinking out loud about how I can't listen to Ed Sheeran anymore. Because everytime I do I remember you.

I remember that two years ago I found a love for me, and I've never dive so deep into something. I remember that I used to see my future in your eyes. And we used to love dancing in the dark, or just walking on the park listening to our favorite songs. And one of them say that "people fall in love in misterious ways" and we always disagreed, because since the beginning our love was so simple.

I remember that our relationship used to be the "relationship goals", and we never tried so hard to achieve that status, we were just us and that's what made us awesome! Because together we were everyday discovering something brand new.

I remember that the shape of you fits perfectly in mine, cause all that you are is all that I'll ever need. We were so perfect together that I realized your love was handmade for somebody like me

With you I learnt that loving can hurt sometimes but it also can heal, and it's the only thing that makes us feel alive.


We fought against all odds, but yet we lost the battle. All I know is that we were so in love...


Afterall, that's the story of how I fell in love with an English American man. All I can say now is that I miss the way you make me feel and I'll be loving you 'til we're seventy.




So you can keep me inside the pocket of your ripped jeans...

terça-feira, 26 de dezembro de 2017

Sad Christmas

Can you imagine the pain of holding your cellphone tight against your chest, wanting so bad to send someone a Marry Christmas message but knowing that you can't do that. Because you promised yourself that you wouldn't. Because you promised each other that you shouldn't. Even being the thing you two want the most. A Merry Christmas message. A Merry Christmas movie together...

Just a Happy Christmas. Just being together.

It would be the best gift ever.

And we never asked for more than that.


But like we used to say, our love is so much more than normal hearts could understand.

domingo, 24 de dezembro de 2017

Já vai tarde, 2017

Eu pensei em mil maneiras de como começar este texto, e a melhor frase que me veio em mente, mesmo que eu tentasse me segurar, apareceria no meio do texto em algum momento, então vou falar de uma vez: meu 2017 foi uma bosta!

Isso vai contra tudo o que eu falei no último post, eu sei. O fato é que eu comecei a tentar aprender a agradecer pelas pequenas coisas justamente por isso. Porque eu precisava de pequenas coisas boas para sobreviver em meio ao caos. Mas tudo continuou igualmente caótico por muito tempo, o que mudava de vez em quando era a minha maneira de lidar com isso.

Eu estava me virando em mil para tentar manter por perto todos que eu amo e ficar feliz. E fazer todos felizes. Não deu certo, e ninguém estava feliz. E, no fim das contas, eu acabei perdendo as duas maiores partes de mim. E para conseguir conquistar uma delas de volta eu tive de abrir mão da outra, porque era "a coisa certa a se fazer". E não por isso doeu menos. E não por isso não continua doendo.

Num momento de lucidez em que eu comecei a pensar mais em mim e parar de tentar fazer todos felizes em detrimento da minha própria felicidade, eu travei. A minha vida estava no modo automático há tanto tempo que, quando eu olhei para dentro de mim mesma, percebi onde eu estava tanto fisicamente quanto espiritualmente, eu levei um choque muito grande. Eu não estava mais satisfeita com quem eu era. Eu não tinha mais certeza de quem eu era. A minha vida era aquela situação, na qual eu me via presa há muito tempo, em detrimento de todas as outras esferas da minha vida que fazem de mim quem eu sou.

Foi aí que eu comecei a ler O Poder do Agora. Um livro que foi um "despertar", ao mesmo tempo que foi um tapa na cara, ao mesmo tempo em que, ora me fazia respirar mais tranquila, ora me deixava arrasada. Foi uma experiência que mudou meu jeito de enxergar alguns aspectos da vida. Me trouxe leveza, ao mesmo tempo em que me deu um certo medo de tentar, de fato, viver no agora.

Eu percebi que eu estava tão apegada a resolver um único problema e ficar imaginando soluções mirabolantes para um futuro melhor, que eu não parei para pensar em como eu estou me sentindo agora. E percebi que o meu próximo desafio é uma coisa que, muitas vezes, pode ser aterrorizante: conhecer a mim mesma.

Há quem diga que tudo isso é exagero. De fato eu ouvi isso algumas vezes. Podem dizer que tem pessoas com problemas piores, o que não é mentira. Mas quem somos nós para avaliar o nível de gravidade dos problemas uns dos outros, certo? Eu tenho família, casa, comida, saúde, boas condições de vida e de estudo, mas o sofrimento emocional que eu passei esse ano eu não desejo nem para o meu pior inimigo.

Eu poderia - e talvez até deveria, afinal, é o propósito da retrospectiva - falar dos outros aspectos da minha vida. E principalmente falar sobre algo que deixe esse texto mais leve, porque não tá fácil. É só que esse ano foi, realmente, resumido nessas coisas ruins que aconteceram e tiraram a minha paz. Mas temos então a primeira resolução de ano novo: paz. Conhecer a mim mesma e ficar de bem comigo e com o mundo, e quem sabe aos poucos tudo vai se colocando em seu lugar.

Quanto ao resto, está aí tudo o que vocês precisam saber:
1) A faculdade está ok
2) A Empresa Júnior que eu co-fundei com uns colegas está voando!
3) Fiz meu primeiro estágio esse ano e morei em Joinville
4) Fui nos shows do Jason Mraz e do Ed Sheeran e foram incríveis!
5) Consegui um estágio para o ano que vem e vou morar numa cidade de 12 mil habitantes

Por hoje é só. Ou, no caso, por 2017 é só.

Que venha 2018 e que ele seja imensamente melhor do que 2017. Feliz Natal e Feliz Ano Novo para todos!

quinta-feira, 23 de novembro de 2017

Happy Thanksgiving

Eu não to nem aí se o feriado é americano, porque eu acho que todos devíamos agradecer todos dias, então não custa ter um dia no ano para nos lembrar de fazer isso.

E pra ser bem sincera, eu sou uma péssima pessoa para vir dar esse tipo de conselho, porque meu ano de 2017 foi bem ruim. Mas eu estou tentando me tornar uma pessoa mais zen e de bem com a vida, e uma coisa que estou tentando praticar é a gratidão.

Vou contar uma coisa bem pessoal para vocês: eu tenho um caderninho onde, todos os dias, eu tento anotar três coisas boas que aconteceram, que me fizeram sorrir, enfim, tudo pelo que eu possa agradecer. Nem sempre anoto três coisas, às vezes só uma, mas o importante é parar para refletir e ver que podemos ser gratos mesmo pelas pequenas coisas (eu diria principalmente por elas na verdade).

E sim, tem dias em que eu sinto que não tem nada para escrever. Às vezes a gente é tomado pela rotina e nada de interessante acontece e parece que não temos nada a agradecer. Nesses dias eu agradeço mentalmente pelo simples fato de estar viva, ou por ter sobrevivido a mais um dia triste/chato/entediante. E lembro também das coisas pelas quais agradeço mentalmente todos os dias, que parecem tão pequenas e triviais, mas que infelizmente não são todas as pessoas do mundo que têm. Eu agradeço por ter uma boa casa para morar, por ter uma boa qualidade de vida, estudar numa ótima universidade, ter saúde, ter uma família incrível, essas coisas que a gente sabe que tem mas não para pra pensar a respeito.

Enfim, se você leu até aqui, eu quero te lançar um desafio. Pare agora, pegue um papel e uma caneta, e escreva três coisas pelas quais você se sente grato pelo dia de hoje ou por esse ano. Se você adotar esse hábito (pode ser mentalmente também), você vai aprender a enxergar a vida de uma maneira diferente.

Para incentivar, eu vou fazer a minha própria listinha. Meu ano não foi bom, não vou mentir, mas isso não significa que não aconteceram algumas coisas boas nas quais penso até hoje.

1) Eu consegui um ótimo estágio: no meu curso isso é muito importante, pois temos 6 estágios durante a graduação, e logo no meu primeiro eu fui trabalhar numa ótima empresa, numa área de atuação que me interessa, e vivenciei um crescimento profissional e pessoal imenso.

2) Conheci pessoas incríveis nessas minhas mudanças de cidade: me mudei duas vezes esse ano, e em ambas fui extremamente bem recebida. No apartamento em que estou agora tem duas meninas queridíssimas com quem me dou muito bem e estou feliz por ter conhecido; e em Joinville morei com uma mulher incrível de quem sinto muita saudade (um beijo especial pra ela, que foi uma mãezona pra mim).

3) Estou voltando a ter o hábito da leitura e li um livro que me mudou: fazia anos (sim, eu disse ANOS) que eu não lia um livro até o final. Nos últimos meses eu consegui retomar esse hábito, começando por um livro que pode ter mudado a minha vida (eu acho esse tipo de constatação um pouco forte, mas me acrescentou muito e grande parte do crescimento pessoal que estou vivenciando agora é graças a ele), é O Poder do Agora. Na minha concepção é uma mistura de autoajuda com espiritismo, e o autor nos ensina a olhar para dentro de nós mesmos e aceitar o que temos e o que somos AGORA, e é um baita de um aprendizado.

Enfim, acho que é isso. Esse post pode não ser tão comum em relação ao que sempre posto, mas eu senti uma necessidade muito grande de escrever e compartilhar esse aprendizado, e eu espero do fundo do meu coração que eu tenha incentivado alguém a fazer algo que nos é tão difícil: agradecer.

E você? Já agradeceu hoje?

sábado, 4 de novembro de 2017

Ilha do Campeche

Oi, gente!

O blog tá tão parado esse ano, né? Agora que percebi que só fiz uma postagem e fiquei bem triste. Nem sei se ainda sei escrever.

Mas eu vou tentar. E se não der certo pelo menos tenho fotos :)

Enfim, hoje foi dia de conhecer mais um pedacinho de Floripa. Meus pais vieram passar o feriado comigo e fomos na Ilha do Campeche.

Campeche é uma praia bem famosa no sul de Florianópolis e, saindo dela, em 5 minutinhos já chega na Ilha do Campeche e dá pra ficar um bom tempo lá. O local é protegido como Patrimônio Arqueológico e Paisagístico Nacional, então a entrada de pessoas na ilha é controlada, e o transporte é um absurdo de caro, mas é o que tem.


Foto aérea da Ilha do Campeche (Autor desconhecido)

Primeiramente, você tem que escolher um dos três pontos de Florianópolis de onde você pode embarcar para a ilha, são as seguintes praias: Campeche, Armação e Barra da Lagoa.

Tanto do Campeche quanto da Armação o preço do trajeto é R$80 (fora de temporada), e a primeira saída é às 9:30. Na Barra da Lagoa eu nem liguei porque é muito mais longe e ouvi dizer que levaria pelo menos 1 hora para chegar.

Na praia da Armação você sai de barco com os pescadores da praia, e pelo que ouvi dizer o trajeto demora cerca de 30 minutos. Quando liguei o pescador disse que tínhamos direito de ficar 4 horas na ilha. Já saindo do Campeche você vai de bote inflável, num trajeto de cinco minutos, e você pode voltar o horário que quiser, até às 16h, quando o último bote sai da ilha. Escolhemos o Campeche por três motivos (no caso eu escolhi, porque sou a guia turística dos meus pais): poder ficar até "fechar", trajeto mais rápido e menos balanço (claro que bote balança, mas nem dá tempo de ficar enjoada), e como hoje o mar estava bom foi tranquilo, mas pode ser que você se molhe bastante na ida porque vai contra as ondas.

Chegando na ilha fomos recepcionados por um dos monitores, que nos falou um pouco sobre o local e nos explicou algumas regrinhas. Tudo questão de bom senso: é um patrimônio nacional, então o mínimo que você tem que fazer é juntar o seu lixo (como em qualquer lugar do mundo) e respeitar a natureza. Ele falou também das trilhas que podíamos fazer.

Eu não planejava fazer trilhas porque não sabia quão extensas elas eram, se precisava de calçado fechado, se era muito caro (porque só pode ir com monitor), mas me informei e acabei indo. Depois de os monitores falarem que pode ir de chinelo e me jurarem de pés juntos que não tem cobra na mata.

A primeira trilha era a Letreiro, que nos levou até um sítio arqueológico num costão rochoso, com inscrições rupestres de povos antigos que habitavam Florianópolis. É uma trilha de dificuldade média e duração de 1 hora (ida e volta). Eu achei bem tranquila, mas tem muitos degraus que tem que tomar cuidado, assim como na hora de andar nas pedras. Foi muito interessante porque, como a trilha é guiada, o monitor explica toda a história, e a paisagem vale cada centavo investido.

Sim, as trilhas também são pagas, e o dinheiro é utilizado para manutenção da ilha. Nessa trilha eu paguei R$10.

Sítio Arqueológico na Trilha Letreiro. À direita, rocha com inscrição rupestre.

Nos paredões de rocha da foto abaixo há várias inscrições rupestres, todas geométricas, como triângulos, linhas como as da foto acima, e alguns círculos. Não é possível dizer que povo passou por aqui e fez essas marcações, pois não é possível datá-las, mas é bem interessante observar e ouvir as explicações do guia.

Costão rochoso na Trilha Letreiro

Voltei para a praia, fiquei um pouco por lá, mas não entrei no mar porque tava muito vento. Eu fiquei bem chateada porque não é sempre que dá para ir pra ilha, e a água do mar é linda e bem verdinha, mas também super gelada, e quando se fala de vento em Florianópolis é vento MESMO.

Na praia há apenas um restaurante, e dizem que nem sempre ele abre, mas hoje estava aberto e comemos uma porção de fritas. Os valores estavam dentro do preço médio das praias de Floripa (que já não é barato), mas não achei tão absurdo. Eu sugiro que leve um lanchinho (e muita água).

Ilha do Campeche

Um detalhe um tanto quanto peculiar da ilha é que você precisa tomar muito cuidado com os seus pertences (e a sua comida!!) pois há uma "gangue" cujos exemplares podem roubar suas coisas e sair correndo para o mato. Trata-se dos QUATIS da Ilha do Campeche!

Quati na Ilha do Campeche

Eles são bonitinhos e até tranquilos, mas podem rasgar sua sacola de comida ou roubar sua batata frita se você der mole.

Enfim, depois do lanche convenci meus pais a fazerem a próxima trilha comigo, a Pedra Preta do Sul, também de dificuldade média e cerca de 1 hora de duração (ida e volta). Para essa trilha também tinha que pagar R$10, mas o moço me reconheceu da primeira e disse que eu não precisava pagar. Eu não sei se ele foi muito legal porque viu que eu tava empolgada, ou se foi porque levei meus pais e eles pagaram, mas de qualquer forma vale a pena fazer todas as trilhas que você conseguir.

Nesta trilha fizemos duas paradas: primeiro num mirante com uma vista linda do mar aberto e também do Letreiro, com uma vista privilegiada do costão rochoso que já mostrei para vocês, e a segunda parada era outro sítio arqueológico, com uma paisagem bem parecida, e mais uma vista de tirar o fôlego.

Costão rochoso na Trilha Pedra Preta do Sul

Ao fundo da foto pode-se observar um morro da parte sul de Florianópolis, e atrás dele encontra-se a praia da Lagoinha do Leste (ao menos foi o que o monitor disse), mais uma praia que está na minha lista desde que me mudei para cá, mas só tem acesso por trilha, então assim que eu adquirir um condicionamento físico decente eu dou um jeito de ir.

Enfim, essa foi a minha experiência na Ilha do Campeche. Uma pena que pegamos um dia nublado, mas o tempo estava tão instável de manhã que tínhamos a esperança de que melhorasse, mas mesmo assim valeu a pena. Um saldo de duas trilhas num dia me soa muito bom.

Considerações Finais: ir para a Ilha do Campeche é muito mais fácil do que parece, basta se informar. E vá fora de temporada, senão você vai falir. Para mais informações acesse o site da ilha, onde tem os telefones das associações que fazem o transporte, ou procure "Ilha do Campeche" no Facebook.

Recomendo o passeio a todos que forem passar uns dias em Florianópolis. Foi um dia delicioso e eu já quero voltar para fazer as outras trilhas e entrar no mar.

Por hoje é só. Tchauzinho e até a próxima!