quinta-feira, 23 de novembro de 2017

Happy Thanksgiving

Eu não to nem aí se o feriado é americano, porque eu acho que todos devíamos agradecer todos dias, então não custa ter um dia no ano para nos lembrar de fazer isso.

E pra ser bem sincera, eu sou uma péssima pessoa para vir dar esse tipo de conselho, porque meu ano de 2017 foi bem ruim. Mas eu estou tentando me tornar uma pessoa mais zen e de bem com a vida, e uma coisa que estou tentando praticar é a gratidão.

Vou contar uma coisa bem pessoal para vocês: eu tenho um caderninho onde, todos os dias, eu tento anotar três coisas boas que aconteceram, que me fizeram sorrir, enfim, tudo pelo que eu possa agradecer. Nem sempre anoto três coisas, às vezes só uma, mas o importante é parar para refletir e ver que podemos ser gratos mesmo pelas pequenas coisas (eu diria principalmente por elas na verdade).

E sim, tem dias em que eu sinto que não tem nada para escrever. Às vezes a gente é tomado pela rotina e nada de interessante acontece e parece que não temos nada a agradecer. Nesses dias eu agradeço mentalmente pelo simples fato de estar viva, ou por ter sobrevivido a mais um dia triste/chato/entediante. E lembro também das coisas pelas quais agradeço mentalmente todos os dias, que parecem tão pequenas e triviais, mas que infelizmente não são todas as pessoas do mundo que têm. Eu agradeço por ter uma boa casa para morar, por ter uma boa qualidade de vida, estudar numa ótima universidade, ter saúde, ter uma família incrível, essas coisas que a gente sabe que tem mas não para pra pensar a respeito.

Enfim, se você leu até aqui, eu quero te lançar um desafio. Pare agora, pegue um papel e uma caneta, e escreva três coisas pelas quais você se sente grato pelo dia de hoje ou por esse ano. Se você adotar esse hábito (pode ser mentalmente também), você vai aprender a enxergar a vida de uma maneira diferente.

Para incentivar, eu vou fazer a minha própria listinha. Meu ano não foi bom, não vou mentir, mas isso não significa que não aconteceram algumas coisas boas nas quais penso até hoje.

1) Eu consegui um ótimo estágio: no meu curso isso é muito importante, pois temos 6 estágios durante a graduação, e logo no meu primeiro eu fui trabalhar numa ótima empresa, numa área de atuação que me interessa, e vivenciei um crescimento profissional e pessoal imenso.

2) Conheci pessoas incríveis nessas minhas mudanças de cidade: me mudei duas vezes esse ano, e em ambas fui extremamente bem recebida. No apartamento em que estou agora tem duas meninas queridíssimas com quem me dou muito bem e estou feliz por ter conhecido; e em Joinville morei com uma mulher incrível de quem sinto muita saudade (um beijo especial pra ela, que foi uma mãezona pra mim).

3) Estou voltando a ter o hábito da leitura e li um livro que me mudou: fazia anos (sim, eu disse ANOS) que eu não lia um livro até o final. Nos últimos meses eu consegui retomar essa hábito, começando por um livro que pode ter mudado a minha vida (eu acho esse tipo de constatação um pouco forte, mas me acrescentou muito e grande parte do crescimento pessoal que estou vivenciando agora é graças a ele), é O Poder do Agora. Na minha concepção é uma mistura de autoajuda com espiritismo, e o autor nos ensina a olhar para dentro de nós mesmos e aceitar o que temos e o que somos AGORA, e é um baita de um aprendizado.

Enfim, acho que é isso. Esse post pode não ser tão comum em relação ao que sempre posto, mas eu senti uma necessidade muito grande de escrever e compartilhar esse aprendizado, e eu espero do fundo do meu coração que eu tenha incentivado alguém a fazer algo que nos é tão difícil: agradecer.

E você? Já agradeceu hoje?

sábado, 4 de novembro de 2017

Ilha do Campeche

Oi, gente!

O blog tá tão parado esse ano, né? Agora que percebi que só fiz uma postagem e fiquei bem triste. Nem sei se ainda sei escrever.

Mas eu vou tentar. E se não der certo pelo menos tenho fotos :)

Enfim, hoje foi dia de conhecer mais um pedacinho de Floripa. Meus pais vieram passar o feriado comigo e fomos na Ilha do Campeche.

Campeche é uma praia bem famosa no sul de Florianópolis e, saindo dela, em 5 minutinhos já chega na Ilha do Campeche e dá pra ficar um bom tempo lá. O local é protegido como Patrimônio Arqueológico e Paisagístico Nacional, então a entrada de pessoas na ilha é controlada, e o transporte é um absurdo de caro, mas é o que tem.


Foto aérea da Ilha do Campeche (Autor desconhecido)

Primeiramente, você tem que escolher um dos três pontos de Florianópolis de onde você pode embarcar para a ilha, são as seguintes praias: Campeche, Armação e Barra da Lagoa.

Tanto do Campeche quanto da Armação o preço do trajeto é R$80 (fora de temporada), e a primeira saída é às 9:30. Na Barra da Lagoa eu nem liguei porque é muito mais longe e ouvi dizer que levaria pelo menos 1 hora para chegar.

Na praia da Armação você sai de barco com os pescadores da praia, e pelo que ouvi dizer o trajeto demora cerca de 30 minutos. Quando liguei o pescador disse que tínhamos direito de ficar 4 horas na ilha. Já saindo do Campeche você vai de bote inflável, num trajeto de cinco minutos, e você pode voltar o horário que quiser, até às 16h, quando o último bote sai da ilha. Escolhemos o Campeche por três motivos (no caso eu escolhi, porque sou a guia turística dos meus pais): poder ficar até "fechar", trajeto mais rápido e menos balanço (claro que bote balança, mas nem dá tempo de ficar enjoada), e como hoje o mar estava bom foi tranquilo, mas pode ser que você se molhe bastante na ida porque vai contra as ondas.

Chegando na ilha fomos recepcionados por um dos monitores, que nos falou um pouco sobre o local e nos explicou algumas regrinhas. Tudo questão de bom senso: é um patrimônio nacional, então o mínimo que você tem que fazer é juntar o seu lixo (como em qualquer lugar do mundo) e respeitar a natureza. Ele falou também das trilhas que podíamos fazer.

Eu não planejava fazer trilhas porque não sabia quão extensas elas eram, se precisava de calçado fechado, se era muito caro (porque só pode ir com monitor), mas me informei e acabei indo. Depois de os monitores falarem que pode ir de chinelo e me jurarem de pés juntos que não tem cobra na mata.

A primeira trilha era a Letreiro, que nos levou até um sítio arqueológico num costão rochoso, com inscrições rupestres de povos antigos que habitavam Florianópolis. É uma trilha de dificuldade média e duração de 1 hora (ida e volta). Eu achei bem tranquila, mas tem muitos degraus que tem que tomar cuidado, assim como na hora de andar nas pedras. Foi muito interessante porque, como a trilha é guiada, o monitor explica toda a história, e a paisagem vale cada centavo investido.

Sim, as trilhas também são pagas, e o dinheiro é utilizado para manutenção da ilha. Nessa trilha eu paguei R$10.

Sítio Arqueológico na Trilha Letreiro. À direita, rocha com inscrição rupestre.

Nos paredões de rocha da foto abaixo há várias inscrições rupestres, todas geométricas, como triângulos, linhas como as da foto acima, e alguns círculos. Não é possível dizer que povo passou por aqui e fez essas marcações, pois não é possível datá-las, mas é bem interessante observar e ouvir as explicações do guia.

Costão rochoso na Trilha Letreiro

Voltei para a praia, fiquei um pouco por lá, mas não entrei no mar porque tava muito vento. Eu fiquei bem chateada porque não é sempre que dá para ir pra ilha, e a água do mar é linda e bem verdinha, mas também super gelada, e quando se fala de vento em Florianópolis é vento MESMO.

Na praia há apenas um restaurante, e dizem que nem sempre ele abre, mas hoje estava aberto e comemos uma porção de fritas. Os valores estavam dentro do preço médio das praias de Floripa (que já não é barato), mas não achei tão absurdo. Eu sugiro que leve um lanchinho (e muita água).

Ilha do Campeche

Um detalhe um tanto quanto peculiar da ilha é que você precisa tomar muito cuidado com os seus pertences (e a sua comida!!) pois há uma "gangue" cujos exemplares podem roubar suas coisas e sair correndo para o mato. Trata-se dos QUATIS da Ilha do Campeche!

Quati na Ilha do Campeche

Eles são bonitinhos e até tranquilos, mas podem rasgar sua sacola de comida ou roubar sua batata frita se você der mole.

Enfim, depois do lanche convenci meus pais a fazerem a próxima trilha comigo, a Pedra Preta do Sul, também de dificuldade média e cerca de 1 hora de duração (ida e volta). Para essa trilha também tinha que pagar R$10, mas o moço me reconheceu da primeira e disse que eu não precisava pagar. Eu não sei se ele foi muito legal porque viu que eu tava empolgada, ou se foi porque levei meus pais e eles pagaram, mas de qualquer forma vale a pena fazer todas as trilhas que você conseguir.

Nesta trilha fizemos duas paradas: primeiro num mirante com uma vista linda do mar aberto e também do Letreiro, com uma vista privilegiada do costão rochoso que já mostrei para vocês, e a segunda parada era outro sítio arqueológico, com uma paisagem bem parecida, e mais uma vista de tirar o fôlego.

Costão rochoso na Trilha Pedra Preta do Sul

Ao fundo da foto pode-se observar um morro da parte sul de Florianópolis, e atrás dele encontra-se a praia da Lagoinha do Leste (ao menos foi o que o monitor disse), mais uma praia que está na minha lista desde que me mudei para cá, mas só tem acesso por trilha, então assim que eu adquirir um condicionamento físico decente eu dou um jeito de ir.

Enfim, essa foi a minha experiência na Ilha do Campeche. Uma pena que pegamos um dia nublado, mas o tempo estava tão instável de manhã que tínhamos a esperança de que melhorasse, mas mesmo assim valeu a pena. Um saldo de duas trilhas num dia me soa muito bom.

Considerações Finais: ir para a Ilha do Campeche é muito mais fácil do que parece, basta se informar. E vá fora de temporada, senão você vai falir. Para mais informações acesse o site da ilha, onde tem os telefones das associações que fazem o transporte, ou procure "Ilha do Campeche" no Facebook.

Recomendo o passeio a todos que forem passar uns dias em Florianópolis. Foi um dia delicioso e eu já quero voltar para fazer as outras trilhas e entrar no mar.

Por hoje é só. Tchauzinho e até a próxima!

sábado, 24 de junho de 2017

Vida nova! (mas só por 4 meses)

Oi, gente!

Vocês não sabem a saudade que eu senti daqui. Mas hoje eu tomei vergonha na cara e vim contar para vocês, depois de um mês, que eu estou morando em Joinville!

Estou fazendo meu primeiro dos seis estágios obrigatórios do meu curso, o que significa que minha vida de nômade começou, pois de agora em diante serão três/quatro meses morando cada vez numa cidade diferente, o que eu particularmente acho o máximo.

A cidade da vez é Joinville e eu estou trabalhando na Schulz. É um empresa grande e boa, o que significa que eu me dei muito bem. E eu estou gostando muito de trabalhar lá.

Já sobre morar em Joinville eu não posso dizer com convicção sobre gostar ou não porque praticamente tudo que eu conheço daqui é o trajeto casa - trabalho - casa. Porém, esse fim de semana eu resolvi ficar por aqui e fui passear no centro, o que significa que tem fotinha pra vocês!!

Pra falar bem a verdade, eu já conhecia um pouquinho o centro de Joinville, mas eu nem sabia disso. É porque eu fiz o vestibular da UFSC aqui, porque é mais perto de Curitiba, e fiquei hospedada num hotel bem no centro, mas nem me dei conta porque eu não tive tempo de sair passear. O único lugar que eu conheci foi o shopping Mueller porque era logo atrás do hotel e eu fui comer lá e dar uma volta.

Hoje eu fui passear e descobri a Rua das Palmeiras. E eu adoro palmeiras. Eu fui andando devagarinho, tirando muitas fotos, aí eu sentei no banquinho e fiquei olhando a paisagem... foi um momento bem zen.

Rua das Palmeiras

Aquela casa lá no fundo é o Museu de Imigração. Eu não entrei porque eu realmente tinha que passear no centro e comprar coisas, mas quem sabe eu tiro um dia para visitar os museus e mostro aqui para vocês. Pelo pouco que eu pesquisei parece que tem vários por aqui. Mas que vai ter mais turismo, vai. Disso vocês podem ter certeza!


Além de palmeiras, também tem flores na Rua das Palmeiras. Não é nenhum jardim robusto e cheio de flores, eu achei bem poucas na verdade, dessas pequenas como da foto, mas não seria eu se não parasse pra tirar foto de flor né.

E, para fechar o post, uma foto de onde tudo começou.


Eu tive um momento nostálgico hoje lá no centro. Porque, de certa forma, tudo começou nesse hotel, nessa praça onde eu tomei sorvete e sentei para descansar depois das longas provas de vestibular, em meio ao calor insuportável daquele dezembro de 2015. Foi o primeiro cantinho de Joinville que eu conheci (tirando o Festival de Dança há trilhões de anos, mas isso é outra história), foi onde eu dormi por três noites e onde eu vivi um fim de semana decisivo.

É engraçado estar de volta, porque a princípio Joinville era apenas a cidade em que eu fiz vestibular por ser mais perto de casa, e agora, por causa daquele vestibular, eu vim parar aqui de novo, para morar aqui, para trabalhar aqui, para dar mais um passo rumo ao meu futuro, assim como eu dei naquele fim de semana.

E eu pretendo voltar a morar aqui futuramente pois é o paraíso de empresas boas para fazer estágio na minha área, e eu devo admitir, eu to gostando. 

quinta-feira, 29 de dezembro de 2016

Retrospectiva 2016

Todo mundo sabe que 2016 foi uma loucura!

Eu tenho visto retrospectivas em sites mostrando os memes do ano, as coisas engraçadas e bizarras que aconteceram na internet e tudo o mais, e algumas coisas eu vejo e penso "meu Deus, isso foi em 2016?? Parece que foi há muito tempo!". É sempre assim, porque doze meses é muita coisa, e quando você para pra pensar no que aconteceu em cada um deles, é muita história para contar!

Eu tive muita história esse ano, e, apesar das desgraças todas e de todo mundo falar que foi um ano horrível, na minha vida pessoal foi um tanto quanto ótimo (talvez ótimo seja demais, mas foi bem bom).

Óbvio que meu apelido de caloura foi Minion
Eu já comecei o ano com notícia boa né, gente. PASSEI NA UFSC! O que fazer? Correr para Florianópolis procurar abrigo porque em menos de um mês as aulas começam!!
Abrigo encontrado, mudança feita, e que venha o primeiro dia de aula.

No começo foi bem difícil para mim. Eu me sentia sozinha, e eu demoro um pouco para fazer amizades e me soltar com as pessoas, então o primeiro mês foi horrível. O que me salvava eram as visitas do Caio, porque eu fiquei um mês e meio sem vir para Curitiba.

Mas aí eu comecei a fazer amizades, fiz iniciação científica no Laboratório de Materiais, e a vida por lá começou a ficar mais agitada e interessante. O primeiro trimestre foi bom e ruim ao mesmo tempo. Tinha uma matéria bem chata que nos ocupava muito tempo para fazer relatórios, mas teve também as matérias de introdução ao curso, que me faziam finalmente acreditar que eu tinha chegado lá, que eu estava realizando meu sonho! Teve o tão temido cálculo, que se mostrou menos assustador do que eu esperava, e agora já acabou.

Durante o ano teve visitinha da família também, porque agora que eu moro "na praia" até parece que eles não vão aproveitar uns feriados por lá de vez em quando. Dói um pouco o coração não voltar para Curitiba no feriado, porque eu to sempre com saudade de tudo e todos, mas ter meus pais por perto no meu novo cantinho é muito bom, sem contar que, com turistas loucos por uma praia e um carro a disposição, fica muito mais fácil explorar a ilha.

Nós no Maximus ♥
O segundo trimestre foi mais tranquilo, e depois eu finalmente consegui uns dias de férias, e os aproveitei maravilhosamente viajando para São Paulo. Fui no Maximus Festival e passei uns dias na cidade. Foi incrível e vocês podem ler mais no meu Diário de Viagem.

Uma coisa que eu não comentei é que, depois de São Paulo, eu fui para Assunção, no Paraguai, batizar meu priminho. Ele tem família lá e eu recebi o maravilhoso convite para ser sua madrinha e, de quebra, conheci um pouquinho um lugar novo. Passei dois dias lá com a família do meu tio, conheci um pouquinho a cidade e foi muito legal. Aí eu voltei para o terceiro e (finalmente) último trimestre do ano.

A terceira fase da faculdade foi bem mais complicada. Era tanta coisa para estudar que eu ficava louca. No meio disso teve meu aniversário, que é em outubro, e é uma coisa que realmente vale lembrar. Meu aniversário caiu no domingo, então óbvio que o fim de semana todo era só meu. Mas, melhor do que isso, eu tive DOIS fins de semana de aniversário!

Com direito a chapéu de Minion ♥
No fim de semana anterior, ainda em setembro, o Caio foi de surpresa para Floripa e planejou uma festa para mim com todos os meus amigos de lá. Foi incrível! Eu jamais podia esperar, principalmente porque ainda não era a data, então foi uma das melhores surpresas da minha vida! Foi quando eu comecei a me dar conta de como eu tenho pessoas muito queridas em Floripa, que se esforçaram para fazer essa surpresa dar certo, e aí eu comecei a gostar ainda mais de lá, porque o período de adaptação foi bem longo para mim e nesse momento eu fiquei realmente feliz de poder viver tudo isso.

No fim de semana seguinte (o do meu aniversário mesmo) eu vim para Curitiba, vi minha família, saí com meus amigos, ganhei um Minion gigante!, almocei com meus pais (e ainda tive que votar). Foi um aniversário memorável! (Ou seriam aniversários?)

Enfim, depois de três longos meses que pareceram muito mais, o trimestre finalmente acabou, eu passei em tudo (amém) e vim para Curitiba para finalmente ter férias de verdade e ficar mais do que quatro dias por aqui.

É engraçado ver minha família depois do meu primeiro ano sozinha, porque todo mundo pergunta como vão as coisas em Floripa (eu respondo: calor) e até quando eu vou ficar aqui. É estranho isso, mas ao mesmo tempo interessante. Nesse Natal eu vi gente da família que eu nem lembrava que existia, e sempre tinha assunto porque todos me perguntam da minha vida nova e isso é muito legal (tirando quando falam que eu to super morena porque moro lá e vou para a praia o tempo todo. Spoiler: eu não vou para a praia o tempo todo (e eu to morena porque passei um dia em Caiobá); e também quando ficam com invejinha porque lá é "sensacional", sendo que eu que tenho inveja de todos por continuarem aqui. Mas apesar de eu falar desse jeito, eu estou aprendendo a gostar cada vez mais de morar fora, não pela cidade em si, mas pela UFSC, que eu adoro, pelo meu curso que eu tanto desejei, e pelos amigos incríveis que eu conheci nesse ano).

Lindinhas

Agora vou aproveitar um último espacinho para mandar um abraço especial a todos os amigos que conheci em Floripa. Tenho três amigas lá que, juntas, formamos um quarteto inseparável e muito interessante. Nós somos super diferentes umas das outras, mas cada uma se identifica com a outra em alguma coisa e, dessa forma, a gente acaba se completando. É engraçado porque eu jamais imaginei que criaria laços tão importantes assim de um jeito tão rápido, e elas são aquelas amigas que eu sei que vou aguentar durante o curso todo e vou querer levar para a vida.
Ei, chatinhas, amo vocês! (Falei de vocês no blog!!)



Essa retrospectiva já está grande demais, né? Mas esse ano foi tão sensacional que eu não consegui falar tudo, mas acho que consegui expressar um pouco do que vivi e do porquê 2016 será tão inesquecível para mim.

Aos que chegaram até aqui no texto, muito obrigada, espero que tenham gostado, e até ano que vem!

segunda-feira, 14 de novembro de 2016

Diário de Viagem: São Paulo (último dia)

Oi, gente!

Mais um mês e eu finalmente vim falar do último dia em São Paulo.

Era dia 09 de setembro e nós fomos passear na Avenida Paulista. Foi um dos melhores dias da minha vida!

Antes de tudo fomos no MASP (Museu de Arte de São Paulo). Ficamos um tempo lá dentro vendo as obras e conversando sobre arte. O Caio me fez gostar um pouquinho mais de arte (mas eu continuo não entendendo nada).

MASP

Esse passeio no MASP foi muito especial porque, desde que nos conhecemos, arte sempre esteve presente. Principalmente porque eu fui para Paris e o Caio me contou sobre algumas obras do Louvre e me ensinou um pouco de arte. E, quem leu meu diário de viagem sabe, eu visitei também o Jardim de Monet, e lá vi ao vivo a famosa Ponte Japonesa e tirei uma das fotos mais maravilhosas da minha vida de ""fotógrafa"". Então o Caio queria muito que eu tivesse a oportunidade de ver a pintura, e nós vimos lá no MASP. Isso foi muito especial para nós porque ele me fez sonhar com coisas que eu jamais imaginaria sonhar. Tipo arte.

Nós e a Ponte Japonesa

Saindo do MASP, fomos andar na Paulita. Andamos nela de ponta a ponta e ficamos apaixonados. Eu sempre tive um certo preconceito com São Paulo e achava que a cidade não era bonita, até o Caio ir lá e mudar tudo, me mostrando a cidade do seu ponto de vista.

Não tiramos muitas fotos da rua. Tinha tantos prédios, a gente só ficava olhando para cima e admirando. Mas o mais legal foi que encontramos não apenas um, mas dois parques em meio a correria da Av. Paulista. O primeiro foi o Trianon, parque famoso e bem em frente ao MASP. Não tivemos tempo de tirar fotos porque o parque já estava fechando, mas nós o atravessamos e adoramos. É suuuuper arborizado, quase uma mini floresta no meio de São Paulo. Um lindo cantinho para relaxar.

Parque Trianon (Foto: Prefeitura de São Paulo)

O outro parque é o Parque Prefeito Mário Covas. Não o conhecíamos e o descobrimos andando pela Paulista, não muito longe do Trianon. É um parque pequeno, mas muito bonitinho e aconchegante. Tem até umas mesas para sentar e conversar.

Tirei umas fotos só com o celular mesmo para guardar de lembrança. Eu adoro corredorzinhos assim como o da foto. E o parque também tem uma estrutura muito legal com uma salinha com informações para o turista e banheiros.

Parque Prefeito Mário Covas

Depois fomos andando até que encontramos uma igrejinha muito bonita e resolvemos entrar. Era a Paróquia São Luís Gonzaga, quase no fim da Av. Paulista. Uma coisa que nós realmente não esperávamos encontrar por lá.

Paróquia São Luís Gonzaga

Por último, fomos na famosa e maior livraria do Brasil, a Livraria Cultura da Paulista. Ficamos um bom tempo por lá, andando, olhando e folhando alguns livros. Foi muito bom e divertido. O Caio é a melhor companhia para todos os tipos de rolê. Poder sentar juntinhos no meio da livraria foi a coisa mais gostosa do mundo.

Nós na Cultura

Depois voltamos para o hotel maravilhoso e passamos nossa última noite em São Paulo.
Arrumamos as malas, comemos um omelete delicioso no quarto do hotel e assistimos tv até dormir.

No fim das contas eu descobri que São Paulo é uma cidade maravilhosa, e eu não vejo a hora de voltar!

Depois de quatro dias tão incríveis, com direito a turismo e show e comidas gostosas e companhia maravilhosa, eu só posso dizer que: tudo que eu quero é mais!

segunda-feira, 17 de outubro de 2016

Diário de Viagem: São Paulo (3º dia)

Oi, gente!

Parece que eu fiquei só dois dias em São Paulo, né? Mas eu tenho mais dois pra escrever ainda.
E eu podia inventar mil desculpas pela enrolação, mas na maioria foi preguiça mesmo. Mas eu vou terminar porque foi um feriado mágico e maravilhoso e cheio de fotos!

Foi há um mês. O show foi no feriado do dia 07, então agora vou falar do dia 08.

Fomos passear nos bairros centrais de São Paulo. Começamos pela Liberdade, que é um bairro de cultura japonesa, cheio de lojinhas de bugigangas eletrônicas etc. O que eu mais gostei foi da decoração. Os postes das ruas não eram como os que a gente sempre vê por aí. Eram postes vermelhos com lâmpadas bonitinhas num estilo bem oriental.

Rua na Liberdade

Nós entramos nas lojinhas, andamos pelas ruas com os postes bonitinhos, tiramos foto de cima de um viaduto, e até encontramos um mini parque com um laguinho cheio de peixes. Mas, sinceramente, não tem nada muito turístico ou ~badalado~ por lá. Foi um passeio bem tranquilo. E então seguimos para a Sé.

Chegando lá, logo vimos a Catedral da Sé. Ela me lembrou muito da Catedral de Notre Dame. O Caio disse que é o estilo gótico, que prevalece em ambas.

Catedral da Sé

Entramos na catedral e ela era linda por dentro também. Grande e com lindos vitrais bem coloridos, como toda igreja que é o marco de uma cidade tem que ser. Saímos e tiramos umas fotos na Praça da Sé. Coisa mais linda aquele corredor de palmeiras bem em frente à catedral. Realmente um lugar muito bonito de se conhecer.

Praça da Sé

Fomos descendo as escadinhas da igreja e andando pelo pátio que tem em meio às palmeiras, e lá no meio havia um monumento representando o marco zero da cidade. Aí eu lembrei como essa praça era importante para a cidade de São Paulo. Mas o que eu mais achei interessante no monumento é que tinha um pequeno mapa esquemático mostrando o que há em cada direção, e em suas laterais tinham símbolos de cidades e estados que cercam São Paulo. Eu logo vi um pinheiro lá e fiquei toda feliz porque né, sou pouco ""patriota"" (vocês entenderam o que eu quis dizer).

Marco Zero de São Paulo

Paraná  

Ah, outra coisa muito legal que encontramos foi o sinaleiro para pedestres. Ao invés do tradicional símbolo de uma pessoinha, tinham desenhos da Catedral da Sé, um no vermelho e outro no verde. Eu achei muito criativo e divertido, além de ser muito fofo porque era uma mini catedral.

Semáforo na Praça da Sé

Enfim, fomos andando pelo centro, desesperados por um lugar para comer. Almoçamos em um restaurante pequeno porém muito gostoso em meio a muitas lojinhas, numa rua que não me lembro o nome. Depois fomos até a Galeria do Rock, que no primeiro andar parecia mais Galeria do Rap, mas depois fomos subindo e tinham muitas lojas de camisetas e artigos de rock. Porém ficamos chateados porque eu queria camisetas das duas bandas que eu fui ver no festival, Shinedown e Black Stone Cherry, mas é claro que não tinha em nenhuma loja :( O Caio queria um enfeite de caveira e nós também não encontramos. Ficamos bastante frustrados, mas para quem gosta de comprar camisetas de bandas (que tenham lá) é um ótimo lugar.

Galeria do Rock

Andando pelas ruas do centro, encontramos duas coisas que queríamos muito experimentar: Dolly Guaraná e Guaraná Jesus! O Dollynho eu já esperava encontrar, mas o Guaraná Jesus rosa do Maranhão!!!! Enfim, óbvio que compramos ambos e, sinto muito por partir os corações de vocês, mas os dois são horríveis.

Para terminar o passeio, fomos num dos bares mais famosos da cidade, na icônica esquina da Av. Ipiranga com a Av. São João, imortalizada na música Sampa, de Caetano Veloso. O Caio me mostrou a música quando estávamos no bar e foi lindo. E foi lá que eu consegui tomar um chopp inteiro sozinha pela primeira vez (eu odeio chopp), mas né... chopp Brahma, no bar Brahma, em São Paulo, a gente acaba gostando.

"Alguma coisa acontece no meu coração, que só quando cruzo a Ipiranga com a Av. São João"

Enfim, é isso. Depois fomos para o hotel maravilhoso, comemos McDonald's e fomos dormir felizes, sabendo que no dia seguinte ainda tinha mais São Paulo nos esperando!

quinta-feira, 15 de setembro de 2016

Diário de Viagem: São Paulo (2º dia) - Maximus Festival

Oi, gente!

Segundo dia de viagem, dia de festival!

Acordamos cedo, tomamos café e fomos de Uber até Interlagos (agradecemos todos os dias pela existência do uber em SP porque salvou nossas vidas).

Chegando lá, entramos e demos uma volta para conhecer o lugar. Tinham três palcos. No menor deles estavam rolando uns shows de bandas nacionais que não nos interessavam, então ficamos passeando até começarem os shows nos outros dois palcos, que eram intercalados. Tinham muitas barraquinhas de comidas e bebidas, e também de camisetas e lembranças do festival, além de outros acessórios bonitinhos como pulseiras e colares.

Palcos Rockatansky e Maximus (Foto: Maximus)

O primeiro show foi da banda Steve N' Seagulls, uma banda muito legal que faz covers de rock e metal numa versão country. Nós assistimos de longe e nos divertimos muito com o ritmo das músicas. Eles fazem versões realmente incríveis para músicas famosas que nós jamais imaginaríamos escutar de outra maneira. Aqui um exemplo porque é muito legal.

Steve N' Seagulls (Foto: Maximus)

A segunda banda, Hollywood Undead, nós não demos muita bola (eu achei uma bosta) e ficamos assistindo de longe, nos mantendo em frente ao palco da esquerda, onde seria o próximo show, que era o que eu estava esperando ansiosamente por muitas semanas.

A terceira banda era a que eu mais queria assistir, Shinedown. Infelizmente, o show foi extremamente frustrante. Atrasou uns vinte minutos porque os caras que estavam passando o som demoraram pra dar o ok e deixar a banda entrar, e mesmo com essa demora toda, quando o Brent começou a cantar a primeira música, não saía porra de som nenhum do microfone dele! Eles terminaram a primeira música e o vocalista desceu do palco e foi até a caixa de som que fica atrás da multidão para tentar resolver o problema. Ouvir a voz dele por uns dois segundos encheu nossos pobres corações de esperança, mas logo o microfone parou de funcionar de novo. Além da guitarra não estar funcionando o tempo todo também. Resumindo, eles tocaram quatro músicas só com baixo e bateria, e deixaram por isso mesmo. Eu fiquei sem saber se a culpa era da equipe da banda ou do festival, mas considerando os shows seguintes, tenho certeza que o problema foi da equipe do Shinedown e eu fiquei extremamente decepcionada. É uma das bandas que mais gosto na vida, e agora o que me resta é esperar a oportunidade de um outro show. Um no qual os equipamentos funcionem :(

Em seguida foi a vez do Hellyeah. Não acompanhamos o show todo, e no meio encontramos uma amiga minha de muitos anos que conheci na internet. Foi muito legal conhecer ela e o namorado pessoalmente em um dia tão especial. Quando a banda estava quase terminando o show, tocaram a música que meu namorado estava esperando, aí ele e o namorado da minha amiga foram para o meio da multidão.

A banda seguinte era outra que eu estava ansiosa para ver, Black Stone Cherry. Eles chegaram com tudo e abriram o show com a música que eu e o Caio mais gostamos, Me and Mary Jane. Foi a primeira música do BSC que ele me mostrou e fez eu me apaixonar pela banda na hora. Depois eles tocaram outras músicas que eu também adoro, como Blame it on the Boom Boom e In My Blood. A presença de palco do Chris Robertson foi sensacional e ele fez todo mundo cantar junto. Para mim, o melhor show do festival. Só quero mais.

Black Stone Cherry (Foto: Maximus)

Em seguida, Halestorm, uma banda que não nos interessava e ficamos ouvindo de longe (porque né, não tinha como não ouvir), esperando a próxima que o Caio tanto adora.

Então veio o Bullet For My Valentine. Eu só conhecia a banda de nome, então fiquei meio perdida nas músicas, e também um pouco assustada com os cavalos fazendo mosh na nossa frente. Eles não sabiam brincar de ir em show, sabe? Não era aquela rodinha legal onde todo mundo pula, eles estavam literalmente se estapeando, bem na minha frente. Mas enfim, eu foquei no show e foi muito legal. A parte que eu mais gostei na verdade foi poder estar lá com o Caio porque sei que é uma banda muito especial para ele.

Logo depois veio o Disturbed, uma das bandas mais aguardadas do dia. Nós não conseguimos nos enfiar na multidão de jeito nenhum porque estávamos no palco ao lado até o fim do show do BFMV, então assistimos de longe, mas mesmo assim foi incrível. O Caio já havia me mostrado algumas músicas e eu tinha gostado, e a voz do vocalista ao vivo foi de arrepiar, principalmente no cover de Sound of Silence.

Em seguida veio o Marilyn Manson. Eu tinha ouvido músicas dele e não gostado, mais por causa dos clipes eu acho, do jeito esquisitão dele. Aí ele entrou no palco de paletó e barba e eu fiquei confusa. Mas o show foi ótimo. Se tem uma coisa que ele sabe é se apresentar. A cada uma ou duas músicas ele trocava uma peça de roupa ou levava um acessório para o palco, foi uma encenação incrível. É claro que ele estava extremamente drogado, mas de um jeito ou de outro ele sabia o que estava fazendo. Quando ele entrou no palco usando muletas, o Caio ficou louco, dizendo que fazia parte do clipe da música Sweet Dreams. Esse cara é bom no que faz.

Marilyn Manson (Foto: Maximus)

A atração mais aguardada da noite era a alemanha Rammstein. Nem eu, nem o Caio gostamos da banda, mas ficamos para ver a abertura do show, que dizem ser sempre épica. Realmente, foi uma belíssima abertura. Então nós acompanhamos a primeira música e fomos embora. Exaustos. Porém extremamente felizes.

Tirando a frustração com o show do Shinedown, o festival foi incrível e eu estou muito feliz por ter tido a oportunidade de ir. Obrigada, Caio.